O Facebook vai tornar público os dados excluídos do seu mural?
A resposta é não. E também não adianta publicar a mensagem "eu não autorizo" no seu Facebook.
Hoje
você também publicou no mural do seu Facebook que não permitia que a companhia
compartilhasse as imagens, mensagens e dados excluídos de sua página? Se sim,
você precisa ler isso: mentiram para você.
Aos
mais inflamados adeptos da teoria conspiratória, porém, um aviso: o Facebook
não tem planos mirabolantes com as suas mensagens, nudes ou quaisquer outras
coisas excluídas da sua página.
“Temos políticas
de dados e privacidade claras que dizem que tudo o que uma pessoa
publica no Facebook é de propriedade dela e só ela é quem pode determinar os
níveis de privacidade de suas publicações e informações na plataforma”, afirmou
um porta-voz da companhia ao blog #VirouViral.
De
acordo com o diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) e professor
de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Carlos Affonso, ao
engrenar em qualquer rede social, as pessoas concordam com os termos de uso – e
qualquer coisa que publicarem em seus murais não possui validade sobre o
contrato.
“O
texto publicado no mural, dizendo ‘não autorizo’, não tem nenhum efeito sobre o
contrato. Nos Termos de Uso, o usuário vai encontrar as referências em que a
companhia diz que aquilo que é postado pelo usuário, é de escolha exclusiva
dele identificar com quem quer compartilhar. Não existe nada nos termos de uso
que prevê que o Facebook tenha a possibilidade de repostar um conteúdo que um
usuário tenha decidido excluir”, afirma o especialista ao #VirouViral.
Mas por que as pessoas criam essas mensagens e espalham nas
redes?
É
uma ótima pergunta – e, em parte não conseguimos respondê-la, já que é bem
difícil compreender os motivos que levam alguém a inventar uma mentira e
espalhar aos quatro ventos. MAS podemos explicar parte do questionamento:
a corrente é mais uma mostra do desconhecimento das pessoas sobre os termos de
uso e as políticas de privacidade das redes que usam.
“Essa
corrente dos direitos aparece sempre e nos traz um sinal de alerta, pois
significa que as pessoas não estão lendo os termos de uso e políticas de
privacidade – e precisam fazer isso urgentemente. As pessoas, afoitas para
entrar na rede, simplesmente baixam o aplicativo e quando chegam os Termos de
Uso, elas só clicam no ‘eu aceito’. Isso as deixa mais suscetíveis a acreditar
nessas correntes”, diz Affonso.
“O
mais curioso é que cada vez mais nossa vida passa por aquilo que postamos na
rede social e as pessoas simplesmente não sabem as regras desse ambiente
importante para a vida delas”, afirma.
Quer mesmo se proteger?
O
Facebook possui mecanismos para que as pessoas estejam seguras na plataforma
por meio de ferramentas como a Central de Segurança e a página com Noções Básicas de
Privacidade. Na Central de Ajuda do Facebook é possível encontrar os
detalhes de como configurar a privacidade na plataforma.
Uma
enxurrada de usuários publicou a seguinte mensagem no Facebook hoje:
Por Marina Rappa, da VEJA




