Guido Colque estava em
audiência sobre outro caso quando morreu
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Guido
Colque, advogado da funcionária da Aasana (Crédito: Reprodução)
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O
advogado Guido Colque, defensor da aeroviária boliviana Celia Castedo, acusada
de responsabilidade no acidente do avião da Chapecoense, morreu na noite desta
segunda-feira (13) de ataque cardíaco numa audiência judicial por outro caso.
Colque
participava de uma audiência em um tribunal do bairro Plan 3.000, na cidade de
Santa Cruz, no leste da Bolívia, quando perdeu a consciência e não houve forma
de auxiliá-lo, confirmou nesta terça-feira à Agência Efe o advogado Otto
Ritter, que era amigo do falecido.
Ritter,
que é advogado criminalista em vários casos polêmicos, acrescentou que foi algo
"desumano" o fato de a audiência ter continuado após a transferência
de Colque a um centro médico para que fosse atendido.
O
defensor ressaltou que, ao contrário de outras cidades bolivianas, apenas em
Santa Cruz os tribunais estão descentralizados nos bairros, o que, segundo ele,
aumenta o estresse de advogados e investigadores, que têm que se deslocar de um
lugar para o outro.
Chapecoense
O
advogado defendia Celia Castedo, a ex-funcionaria da Administração de
Aeroportos e Serviços de Navegação Aérea (AASANA, sigla em espanhol) da
Bolívia, que pediu asilo no Brasil, após considerar que está sendo acusada
injustamente pelo acidente do avião da empresa LaMia.
Celia
foi a pessoa que fez observações sobre a autonomia do plano voo do avião da
LaMia que partiu de Santa Cruz e que, segundo as investigações, caiu antes de
chegar ao aeroporto de Medellín por falta de combustível, causando a morte de
71 de seus 77 passageiros, entre eles parte da delegação da Chapecoense.
A
promotoria boliviana empreendeu ações para solicitar ao Brasil a extradição de
Celia Castedo, acusada de supostos crimes de descumprimento de funções, uso
indevido de influências, desastres no meio de transporte, homicídio, homicídio
culposo, lesões gravíssimas e lesões culposas.