Se no Maranhão o governo diz pagar o melhor salário para os professores, veja como é em Costa Rica, no MS.
O governador e alguns prefeitos enchem o Ego e vão para seus meios
de comunicação anunciar que pagam o melhor salário para os professores da rede.
Mas não é essa a realidade. Nesta semana o Jornal
Nacional exibiu uma matéria onde mostra uma cidadezinha no Mato Grosso do Sul.
Costa Rica, no MS, chega a pagar além do 13º, o 14º, 15º, 16º e metade do 17º
salário, isso sem contar o pagamento do mês e as férias, totalizando mais de 6
salários em menos de 30 dias.
Os professores da rede municipal de Costa Rica, no Mato Grosso do
Sul, estão felizes porque receberam não um, mas vários bônus neste fim de ano. Isso
porque a prefeitura repassa aos professores dinheiro que não gasta com
substitutos.
Parece milagre, mas a prefeitura tem uma explicação simples. Ela
diz que usa o dinheiro do Fundo para a Manutenção e o Desenvolvimento da
Educação Básica. Os municípios recebem os recursos do FUNDEB com base no número
de alunos da educação infantil e do ensino fundamental.
Segundo a prefeitura, esses pagamentos extras foram possíveis
porque caiu o número de faltas dos professores e também aqueles em licença
médica. A prefeitura resolveu repassar aos próprios professores o dinheiro que
não gasta contratando substitutos. Os próprios professores, que fazem parte do
conselho do FUNDEB, fiscalizam a verba.
“Quando um
professor pede um atestado falso, ele é o primeiro a denunciar, porque naquele
lugar daquele atestado a gente vai contratar um professor. O dinheiro vai sair de
onde? Do fundo”, explicou o prefeito Valdeli Rosa.
Segundo a secretária de Educação, o maior resultado aparece na
sala de aula.
“Os nossos
índices da educação básica estão acima da média nacional. Quem faz realmente a
diferença na sala de aula é o professor. E o professor só faz a diferença se
ele estiver feliz”, disse a secretária Manuelina
Cabral.
No Brasil, para quem é professor, a realidade financeira costuma ser de salário baixo e de muita dificuldade. É a situação da maioria. Mas existem algumas exceções.
VEJA A MATÉRIA EXIBIDA PELO JORNAL NACIONAL
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o IDEB, combina
resultados de exames padronizados no país inteiro com informações sobre o
rendimento escolar dos estudantes. O último indicador saiu em 2015. A média
nacional ficou em 5,5. A de Costa Rica foi 6,3.
No Maranhão, os novos professores da Rede Estadual de Ensino têm uma remuneração inicial de R$ 4.985,44 (vencimento e mais 104% de Gratificação de Atividade do Magistério), com uma jornada de 40 horas semanais.
No Maranhão, os novos professores da Rede Estadual de Ensino têm uma remuneração inicial de R$ 4.985,44 (vencimento e mais 104% de Gratificação de Atividade do Magistério), com uma jornada de 40 horas semanais.
